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segunda-feira, 9 de abril de 2012

CUT faz plebiscito pelo fim do imposto sindical

             CUT faz plebiscito pelo fim do imposto sindical 
QUI, 05 DE ABRIL DE 2012
Bandeira histórica do movimento sindical pós-1978, aquele que pregava a liberdade de organização para os trabalhadores, a CUT iniciou, no dia 26 de março, campanha pelo fim do imposto sindical. Trata-se de uma consulta em que os trabalhadores poderão se pronunciar pela ratificação da Convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

A proposta da CUT é que os sindicatos filiados organizem a consulta, que se estenderá até 30 de abril, em locais de grande concentração de trabalhadores como nas fábricas e empresas, shoppings, praças, metrôs, rodoviárias, dentre outros. A Central sindical disponibiliza aos sindicatos filiados “Kit” contendo os materiais de divulgação e cédulas de votação.

A campanha foi lançada pelo presidente da CUT, Artur Henrique, no dia 26 de março, em Campinas (SP), em assembleia dos trabalhadores da Elektro. O imposto é descontado compulsoriamente, uma vez por ano, em março, do salário dos empregados com carteira assinada. Por ser compulsório, ajuda a manter sindicatos “fantasmas” e “pelegos”, sem vínculo com suas categorias e sem representatividade real.

Segundo o Ministério do Trabalho, em 2011 foi recolhido R$ 1,6 bilhão dos trabalhadores com o imposto. Pouco mais de R$ 115 milhões foram repassados às centrais. O resto é dividido entre sindicatos, federações e confederações e o Ministério do Trabalho. A proposta da CUT é trocar o imposto por uma contribuição voluntária, com valor votado em assembleia.

Atualmente, dentre as centrais regulamentadas pelo governo a CUT é a única que coloca o fim do imposto sindical entre seus princípios. A Central surgiu criticando o atrelamento da organização do trabalho ao governo. Mas fez várias concessões no processo de negociação da reforma sindical, com outras organizações de trabalhadores. Além disso, a proposta encontra resistência mesmo entre sindicatos cutistas.

Já a Intersindical e a CSP-Conlutas se mantiveram fora das negociações oficiais durante as reformas sindical e trabalhista no governo Lula e também são contrárias à obrigatoriedade do imposto sindical.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias.

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